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sábado, 1 de setembro de 2012

Dia da Independência do Brasil


Origem da letra do hino da Independência

Antes mesmo do “Grito do Ipiranga”, por volta de agosto de 1822, um poeta fluminense chamado Evaristo da Veiga, favorável à independência que era, escreveu um poema ao qual intitulou “Hino Constitucional Brasiliense” e o publicou.

O poema teve grande aceitação da Corte e foi musicado por um famoso maestro da época chamado Marcos Antonio da Fonseca Portugal, que havia sido professor de música do jovem príncipe D. Pedro, que após a proclamação da independência passou a ser o Imperador D. Pedro I.

Entretanto, em 1824, o imperador, tendo se afeiçoado pelo poema de Evaristo da Veiga, resolveu ele mesmo compor uma música para os versos, que a partir daí passou a substituir, oficialmente, a música de Marcos Portugal.

Durante o primeiro reinado, esse hino era tocado como canção patriótica por excelência. Valia até como hino nacional, embora não oficialmente.

Após a abdicação de D. Pedro I, com a chegada do segundo reinado e, principalmente, com a proclamação da república, o Hino da Independência foi gradativamente sendo deixado de lado.

No centenário da independência, em 1922, ele voltou a ser executado, mas não com a melodia de D. Pedro I e sim com a de Marcos Portugal.

Foi somente durante a era Vargas (1931-1945), que a música composta por D. Pedro I foi reestabelecida como a melodia oficial do poema de Evaristo da Veiga, tornando-se oficialmente o “Hino da Independência do Brasil”.


Hino da Independência

Evaristo Ferreira da Veiga

Já podeis da Pátria filhos,

Ver contente a mãe gentil;
Já raiou a liberdade
No horizonte do Brasil
Já raiou a liberdade,
Já raiou a liberdade
No horizonte do Brasil.

Brava gente brasileira!

Longe vá temor servil
Ou ficar a Pátria livre
Ou morrer pelo Brasil;
Ou ficar a Pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil.

Os grilhões que nos forjava

Da perfídia astuto ardil,
Houve mão mais poderosa,
Zombou deles o Brasil;
Houve mão mais poderosa
Houve mão mais poderosa
Zombou deles o Brasil.

Brava gente brasileira!

Longe vá temor servil
Ou ficar a Pátria livre
Ou morrer pelo Brasil;
Ou ficar a Pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil.

Não temais ímpias falanges

Que apresentam face hostil;
Vossos peitos, vossos braços
São muralhas do Brasil;
Vossos peitos, vossos braços
Vossos peitos, vossos braços
São muralhas do Brasil.

Brava gente brasileira!

Longe vá temor servil
Ou ficar a Pátria livre
Ou morrer pelo Brasil;
Ou ficar a Pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil.

Parabéns, ó brasileiros!

Já, com garbo varonil.
Do universo entre as nações
Resplandece a do Brasil;
Do universo entre as nações
Do universo entre as nações
Resplandece a do Brasil.

Brava gente brasileira!

Longe vá temor servil
Ou ficar a Pátria livre
Ou morrer pelo Brasil;
Ou ficar a Pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil.

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